quarta-feira, 21 de julho de 2010

PIEDADE

Piedade, na maior parte dos modos com que nos acostumamos a cultivá-la, exige revisão.

Usamo-la, por vezes, como se desenrolássemos a frase em forma de chibata, vergastando a quem nos aguarda o consolo ou qual se entregássemos a moeda beneficente aquecida em ponto de brasa, queimando as mãos que a recebem.

"Graças a Deus, nunca sofri penúria", dizemos, de escantilhão, a companheiros que esmolam socorro material, dando a entender que Deus lhes seria perseguidor e não Pai.

"Dou sempre o que posso, embora saiba que há malandros em toda parte", proclamamos com altivez diante do irmão que nos solicita o concurso, esquecidos de que assim falando estamos a situá-lo nos meandros de vadiagem.

Visitamos uma viúva e perguntamos de chofre se o marido desencarnado lhe deixou montepio, indiferentes à dor da mulher que se vê solitária, aspirando recolher palavras de fé ao invés de comentários sobre dinheiro.

Em algumas ocasiões, ingressamos num hospital a título de fazer assistência e levamos lenço ao nariz ou recuamos perante o doente que a enfermidade carcome, sem considerar a posição vexatória com que lhe rebaixamos os sentimentos.

Piedade não é alguém supor reconfortar a outro alguém, ilhando-se em virtude hipotética.

Em muitos casos, a compaixão que deitamos assemelha-se à soda cáustica: branca na aplicação e corrosiva no efeito.

A golpes de orgulho presumimos animar e desencorajamos, cremos suprir dificuldades e agravamos problemas, por ausência de tato e delicadeza.

Piedade é caridade e caridade é amor.

O amor coloca-se na posição dos que sofrem para servir.

Imaginemo-nos na luta dos outros e reflitamos na maneira ideal com que estimaríamos recolher-lhes o auxílio.

Não raro, os que se encontram nas sombras da provação não mais precisam de nossas dádivas, nem de nossas meras palavras; esperam tão-somente por nosso coração com a ansiedade e o enternecimento de quem aguarda uma luz...

Autor André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier

(Do livro "Sol na Alma", F.C.X., CEC)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

dr. Gustavo

Na última terça feira, dia 06 de julho, fui agraciado com a palestra do dr. Gustavo, no centro espírita Aparecida Castelli.

Ele, psicólogo de São Bernardo do Campo, abordou com rara felicidade o tema: Auto Estima.

Onde enfocou, de forma mais detalhada os problemas de quem tem a Baixa Auto Estima.

Através de uma exposição simples, mas bem estrutura e coerente, mostrou aos presentes, cerca de 80 pessoas, a capacidade máxima do centro, que todos nós, sofremos sim de baixa auto estima, em alguns, vários ou quase todos os momentos de nossa vida.

Para culminar com sua explicação, visando mostrar a melhor, senão única maneira de melhorar nossa estima, citou a famosa frase, que a maioria de nós já ouvimos, mas que na grande totalidade não aplicamos: CONHECE A TI MESMO.

É isto mesmo.

Uma definição simples, mas de conteúdo bastante complexo.

Saber reconhecer nossos limites é o primeiro passo para poder vencê-los.

E um dos aspectos que ele enfocou, que me chamou a atenção, é a importância de não nos culparmos pelas coisas erradas que fazemos ou as coisas boas que deixemos de fazer.

Mas sim usar esta conscientização do erro, como forma de trabalho para melhorar nosso eu, consequentemente, ajudando em nossa reforma íntima.

Fica aqui, desta forma, minha homenagem ao dr. Gustavo, que continue abençoado e possa nos blindar em outras oportunidades com suas palestras.

Não sei a disponibilidade dele, mas, aqueles que tiverem interesse, poderão procurá-lo para enobrecer aos encontros dos centros da região do ABC.

Para isto passem um email para mim: nestorcoop@uol.com.br e terei prazer e retransmití-lo para ele.

Fiquem com DEUS.

Nestor

quinta-feira, 1 de julho de 2010

AVAREZA -DEFEITO DE CARATER

Querer ganhar mais dinheiro não é nenhum delito, mas viver para acumular, não é um bom objetivo.

Na antiguidade, a poupança era considerada uma virtude em algumas sociedades. Já a avareza, um vício condenável por todos.

È importante distinguir a pessoa que poupa.

Aquela que tem consciência de suas responsabilidades familiares, do “mão aberta” e do avaro.

Atualmente é raro quem poupe, embora o poupar seja um ponto de equilíbrio, de segurança para si e sua família.

O “mão aberta”,esquece até mesmo dos seus seres queridos.

Pensa apenas em sua satisfação, seja física ou do seu ego.

Para ele, o importante é o que se pode conseguir com o dinheiro, enquanto que para aquele que guarda, a felicidade está em tê-lo.

O avaro leva a poupança a situações extremas. Vive em função de um objetivo apenas. Acumular.

Deixa de atender até suas próprias necessidades e de seus dependentes.

Não há mais nada que o satisfaça. Nem mesmo a melhor comida, bebida, ou qualquer outro bem que lhe possa ser útil.

Mesmo tendo um bom saldo no banco, ou um colchão recheado, prefere viver na miséria.

Geralmente diz que no momento está com dificuldades, mas que amanhã ou depois vai poder gastar.

Acontece que ele nunca gasta, porque o prazer está justamente em guardar.

Guardar o dinheiro e impedir a circulação, transforma-o num elemento inútil, ou seja, totalmente sem serventia.

No entanto,o universo apresenta seus paradoxos, sendo que um deles, é acumular.

O acúmulo de dinheiro por acumular, como vimos, torna-o improdutivo e conseqüentemente acaba prejudicando também o restante das pessoas que não o tem.

Teoricamente teria de ser o contrário. Prejudicar quem o possui e não quem o faz circular.

É claro que a nossa sociedade, por sua vez, incita-nos ao consumo e ao gasto. Já que o sistema considera subversivo frear o fluxo monetário.

Por outro lado, o avaro põe a sua segurança no acúmulo e defende essa segurança não gastando.

Este processo é um verdadeiro circulo vicioso que impede o dinheiro de circular. É sabido que, ao proporcionar maior circulação da riqueza, há mais desenvolvimento, que por sua vez gera mais riqueza numa verdadeira relação ganha-ganha, estabelecendo-se assim um outro círculo, o virtuoso.

De qualquer forma, a relação com o dinheiro é muito pessoal, mas devo lembrar que a avareza é um dos sete pecados capitais.

É certo que o dinheiro foi inventado para facilitar as trocas. É um simples instrumento de troca e, é assim que devemos considerá-lo.

É como se fosse um cupom que dissesse: “vale um fogão” ou “vale um quilo de bacalhau”, mas aí não teria tanta utilidade, já que nem todos gostam de bacalhau e, sendo apenas um número, torna-se muito mais interessante, já que ele não diz o que podemos fazer com ele.

Felizmente ainda há algumas coisas que não podem ser compradas,por mais dinheiro que se tenha e a ciência avance, embora alguns só venham a aprender quando a natureza não tiver mais nada a oferecer.

Por que na verdade, como diz o filósofo Fernando Savater: “depois de se ter comido três vezes ao dia, feito amor, visitado alguns lugares e ter boa saúde não resta muita coisa a fazer”.

O dinheiro pode ser nada e tudo ao mesmo tempo. Pode se transformar em um meio para se ter companhia, supostos amigos ou amores, e construir uma vida com base no que se tenha.

O mais importante é encontrar o equilíbrio.

Rezar é bom, seja qual for a crença, mas rezar vinte e quatro horas é contraproducente.

Paralisaria suas outras obrigações como ser humano.

Também não é a solução fazer voto de pobreza, ou melhor, não há voto de pobreza e sim voto de limitação da riqueza.

Desfrutar do que se faz e do que se tem, é caminhar para o amadurecimento.

Poder pegar e saborear a fruta da árvore que se plantou e se cuidou é recomendável.

Por outro lado, o excesso de querer ter e acumular faz apodrecer as frutas que não estão sendo consumidas e desfrutadas. Pense nisso!